sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Além das tendências & padrões: Ageless

A moda promove, de tempos em tempos, movimentos reflexivos que levam a sociedade à criar um olhar crítico sobre questões ''reais'' desse mundo do glamour - e eu adoro isso! Foi assim (e ainda está sendo) com o movimento que repudia a presença de modelos anoréxicas nas passarelas. Entretanto, a nova onda que vem me chamando a atenção é o Ageless, um movimento que valoriza a mulher e não a sua idade, cor de cabelo, tamanho da cintura e dos seios, e assim por diante. Hoje, não é somente a mulher que tem 20 anos que é e pode ser cool, mas também aquela que tem 30, 40, 50, 60, 70 anos... Assim preconiza o movimento: "trata da flexibilidade etária em que as fronteiras e diferenças entre gerações começam a se esvair."

Na temporada de moda que passou, modelos de 50 anos, como Ines de la Fressange (uma referência para mim), desfilaram para Chanel, Louis Vuitton e participaram de editoriais da revista Vogue. Outras, como a atriz Kate Winslet, uma das fundadoras do movimento Liga Britânica Contra a Cirurgia Plástica, defendem o seu direito de ter marcas de expressão. É o nascimento, finalmente, da democracia da moda. Não sem tempo! Amém.

Pegando carona no Ageless e avessa aos padrões pré-estabelecidos (mesmice, todo mundo igual) que sou, proponho uma ampliação desse conceito: além de não ter idade, o feminino não tem cor, não tem tamanho, não tem padrão e não tem tempo. Somos únicas e diversas ao mesmo tempo. Não nos esqueçamos disso. Ah, claro, não há nada de errado em sermos vaidosas e cuidarmos da nossa estética. O belo é maravilhoso e merece ser enaltecido. Porém, temos que permanecer conscientes e alertas para não empreender uma viagem insana em busca de padrões de beleza ditados (sabe-se lá por quem) e nos perdermos do nosso próprio caminho, quem realmente somos, a nossa essência, sob pena de nos tornarmos meras caricaturas. Acredito que nenhuma de nós queira isso, certo?


Para encerrar o assunto sem nenhuma dúvida, sugiro que vocês escutem aqui o que a Cris Guerra, do Hoje eu vou assim, diz sobre essa nova onda.

Fonte: Cris Guerra e Deborah Koliski.

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